Dificiul escreve quando testemunho muitos textos bons, principalmente de uns conhecidos do sul, porém como não viverei disso continuarei me divertindo aqui. Rascunhei uma porção de vezes, mas não saia nada útil, por isso, vou tentar não apagar o que escrevo, deixando o texto sem pé nem cabeça à ordem da minha imaginação, inicio-meio-fim não existe nessa orgia de frases.
60% DAS FAVELAS DA AM. LATINA ESTÃO NO BRASIL.1/3DAS CRIANÇAS SÃO ANALFABETAS. números, estatísticas e gráficos que não mudam a vida de ninguém, nem dos miseráveis(palavra forte) nem dos políticos, informações que ganham destaque em jornais brasileiros, mas logo servem de depósito de titica numa gaiola de piriquito, são informações que tem importância só para pré-vestibulandos que as usarão numa redação de segunda fase, porém, serão esquecidas depois de entrarem na faculdade. Números e porcentagens que mascaram a verdadeira realidade, não são 300famílias na favela do chacrinha, é a Andrea, O Sandro, A Bárbara, substantivos próprios que são esquecidos e substituidos pelo substantivo comum: a favela.
Eu tive a oportunidade de participar de um projeto chileno que vem caminhando à alguns países da am. latina, chamdo UM TETO PARA MEU PAÍS,o qual tem na organização jovens formados ou em formação que conseguem mostrar o conteúdo humano que há na favela, porém, cai no esquecimento perante á exclusão da sociedade. Mesmo com uma formação basicamente católica, não fui ensinado a conhecer as pessoas, me ensinaram doar roupas, dar dinheiro para comida, porém, criando uma barreira entre o doador e as pessoas carentes. Então esse contato direto com pessoas de outro nivel social, mudou ou melhor, criou uma concepção de contato humano, algo que nunca imaginaria sem vivenciá-la.
CARÊNCIA. ligamos essa palavra ás pessoas que não tem dinheiro, porém, a falta de dinheiro os leva a uma falta de humanismo, por parte da sociedade, as pessoas que moram na favela, tem uma desconfiança inicial, porém, depois de minutos abrem as suas vidas como se tivessem ganho a voz naquele momento.
RESPEITO. "oi, meu nome de guerra é Renata e estou aqui para ajudar". um homem travestido de mulher ofereceu ajuda na noite do segundo dia, em outros momentos talvez eu recusaria, porém o cansaço respondeu por mim. O homem travestido passou por bares, casas e rodas de amigos e cumprimentou todos, e sem nenhuma piada ou trocadilho as pessoas devolveram os cumprimentos com palavras de apoio. um respeito que não seria encontrado na avenida paulista.
FELICIDADE. 18 metros quadrados é a sala de qualquer um que esteja lendo esse texto, porém, para alguns é a casa inteira, onde terão de comer, dormir, tomar banho e fazer necessidades fisiológicas, então, para alguns oq seria um inferno para se viver é um inicio de paraiso para outros, não concordo que seria um espaço ideal para uma familia viver, porém, o sorriso no rosto do Sandro e Andrea ao entregarmos a casa responde ao contrário, um gesto que foi tão prazeroso quanto ver meu nome numa lista da USP.
Desculpe-me pelas idéias e sentimentos de revoltas que atrapalharam o andamento e a técnica de texto.
um beijo e um queijo.
Um comentário:
eu naum fiz uma revisão antes de publica-lo, me desculpe.
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